INFORMAÇÃO AOS SÓCIOS E ADEPTOS
Situação da deslocação da AJ Viana à Ilha do Pico e desenvolvimento do processo competitivo
A Associação Juventude de Viana vem, por este meio, prestar os devidos esclarecimentos, de forma objetiva e cronológica, sobre todos os acontecimentos relacionados com a deslocação da equipa sénior à Ilha do Pico e com os sucessivos adiamentos da 2.ª mão da Final do Campeonato Nacional da II Divisão.
1. Deslocação inicial e falha imputável à SATA
A equipa partiu de Viana do Castelo na sexta-feira, dia 29 de maio, conforme planeado. A chegada à Ilha do Pico ocorreu no sábado, dia 30 de maio; contudo, toda a bagagem — incluindo o equipamento desportivo — não seguiu na aeronave, não obstante ter sido devidamente despachada em Lisboa.
A AJ Viana diligenciou imediatamente junto da SATA no sentido de garantir o envio das malas no voo da tarde desse mesmo sábado, sem êxito. No domingo, dia 31 de maio, a equipa deslocou-se novamente ao aeroporto, na expectativa de que o equipamento chegasse no voo da manha e dessa forma fosse possível realizar o jogo no domingo. Tal não se verificou, tendo a SATA informado que não havia qualquer previsão para a entrega da bagagem (que a mesma deveria ser enviada nos próximos dias, mas até poderia ser despachada por barco).
Perante a impossibilidade material de competir, e após contacto com o Candelária Sport Clube e com a Federação Portuguesa de Patinagem (FPP), esta decidiu adiar o jogo.
2. Condições objetivamente impossíveis para a permanência no Pico
Importa sublinhar que os atletas da AJ Viana não exercem a modalidade em regime profissional, ao contrário dos do Candelária SC. Uma permanência prolongada na ilha, sem equipamento e sem perspetiva de regresso imediato, implicaria prejuízos profissionais irreversíveis para os atletas envolvidos.
A SATA informou que caso não viajássemos nos voos previstos (no domingo ao final do dia) não tinha disponibilidade de voos de regresso, garantindo apenas:
• 2 lugares no dia 4 de junho;
• 2 lugares no dia 5 de junho;
• 4 lugares no dia 7 de junho.
Perante este cenário, a equipa ficaria retida durante vários dias em condições totalmente inaceitáveis, e mesmo assim não asseguravam o regresso de toda a comitiva (apenas 8 elementos regressavam ao continente até dia 07/06).
O nosso voo de regresso foi também cancelado e remarcado para segunda feira dia 1 de junho, dia esse que regressamos ao continente. Tendo a nossa bagagem chegado à ilha do pico no dia seguinte.
Acresce que a bagagem apenas foi por nós recebida, em Viana do Castelo, ao final do dia 4 de junho, impedindo qualquer possibilidade de treino até essa data.
A decisão de regressar a Portugal Continental não foi motivada por insuficiência financeira, mas antes por deliberação expressa da FPP, tendo em conta a ausência total de garantias por parte da SATA relativamente à bagagem e aos voos de regresso.
3. Processo de remarcação do encontro
Após análise pela FPP, foi determinado que o jogo teria obrigatoriamente de se realizar. A AJ Viana empreendeu de imediato as diligências necessárias para garantir a deslocação, verificando, porém, que a SATA não dispunha de disponibilidade para os fins de semana de 6–7 de junho nem de 13–14 de junho.
Na sexta-feira, dia 5 de junho, foi possível assegurar voos para os dias 19 e 20 de junho, tendo a AJ Viana comunicado à FPP a intenção de disputar o encontro no dia 20, ao início da tarde, por força do regresso estar previsto para o final desse mesmo dia.
O Candelária SC comunicou, no sábado dia 6 de junho, que não aceitava a realização do jogo à tarde, apenas à noite. A AJ Viana, ponderando as dificuldades profissionais dos seus atletas mas com o firme propósito de encerrar o processo, aceitou jogar no dia 19 de junho ao fim da tarde.
4. Nova reviravolta: pedido de adiamento por parte do Candelária SC
Quando tudo parecia definitivamente resolvido, o Candelária SC comunicou, no domingo passado, dia 7 de junho, que pretendia adiar o encontro para o início da próxima época, alegando já ter dispensado todos os atletas do plantel.
Na segunda-feira, dia 8 de junho, ao início da tarde, a AJ Viana transmitiu a sua concordância com a realização do jogo a 24 de outubro, iniciando de imediato a pesquisa de voos para essa data e procedendo ao cancelamento das reservas de 19 e 20 de junho.
Surpreendentemente, já no final da noite desse mesmo dia, o Candelária SC voltou a alterar a sua posição, comunicando que pretendia afinal realizar o jogo a 19 de junho — data para a qual a AJ Viana havia já libertado todas as reservas.
5. Considerações finais
A Associação Juventude de Viana, para além das dificuldades decorrentes de uma deslocação marcada por circunstâncias alheias à sua vontade, vê-se agora confrontada com uma sucessão de adiamentos, cancelamentos e tomadas de posição contraditórias que têm prejudicado gravemente a preparação da equipa e a normalidade do processo competitivo.
A AJ Viana reafirma, de forma inequívoca, o seu compromisso com a verdade desportiva, o respeito pelas instituições e a defesa da integridade da competição. Reserva, igualmente, o direito de apresentar os meios legais e disciplinares que entender adequados, caso tal se revele necessário.
A Direção,
Associação Juventude de Viana