4.23.2020

José Querido " No Chile há zonas onde só se sai de casa com autorização da policia "



Habituado a estar longe da família e dos amigos e a viver num Continente a mais de dez mil quilómetros de distância, José Querido sente nesta altura mais saudades pois as seis semanas de quarentena vividas dentro de um apartamento em Santiago do Chile não deixam o tempo passar.

O antigo seleccionador nacional e treinador entre outros do Óquei de Barcelos, Vitória de Barcelinhos, Liceo da Corunha, Portosantense, UD Oliveirense, Famalicense AC, bem como da seleção nacional feminina do Chile,  fazem de José Querido um dos poucos técnicos da sua geração ainda no activo.

Completa 59 anos em Agosto e nessa altura o minhoto espera poder abraçar aqueles de quem mais gosta. Mas, até lá, o confinamento é necessário e obrigatório em algumas etapas do dia.

“A nível mundial foi um grande susto. Foi a forma de vermos a realidade da vida e para sabermos que nada é tão fácil como às vezes pensamos, que tudo se resolve facilmente, mas também para nos mostrar o que é a humanidade e para sabermos viver mais socialmente e em família. Esta quarentena veio juntar muito mais as famílias e os amigos. Estou aqui há seis semanas, no centro de Santiago, sozinho e num apartamento com 50 metros quadrados e a minha sorte é que me agarro aos vídeos de hóquei desde os anos 90, Sem isso seria muito complicado passar os dias. Aqui está tudo parado, só os supermercados mais pequenos estão abertos e só podem entrar 10/15 pessoas de cada vez, sempre com as devidas precauções. Há uma quarentena obrigatória, onde desde as 22h às 5h ninguém pode andar na rua. Há muitas zonas onde não se pode sequer sair e para sair tem que se ter uma autorização da polícia, e apenas uma pessoa por família pode sair para ir buscar os bens essenciais. A coisa aqui está um bocado controlada. Não sei se é para manter, mas já estavam com ideias para, na próxima semana, começar a abrir algum comércio e alguns trabalhos.

É complicado parar uma cidade com cerca de oito milhões de habitantes, mas estes têm respeitado. Aliás, tal como Portugal que tem sido um exemplo a nível mundial.” 

Em termos profissionais, José Querido é o manager geral do clube da terra, o Vilanova, tendo a seu cargo todos os escalões de formação e os seniores. A sua experiência levou a que a Federação chilena fizesse uma “oferta” que desde logo o minhoto aceitou. Assim, Querido orienta a equipa feminina do Chile e começou logo com uma medalha de bronze no Mundial de Barcelona do ano passado.

Por agora os treinos e os jogos estão parados, situação a que o barcelense não estava habituado pois gosta “do contacto diário. Sou uma pessoa que gosta muito de conviver com toda a gente, mas a vida obriga a isto mesmo”.

Em Fevereiro ainda esteve em Barcelos com um Campus de miúdos chilenos mas “como sou profissional de hóquei em patins e as propostas que tenho recebido não me agradam, regressei ao Chile onde estou bem. As pessoas tratam-me bem e tenho de aproveitar. Não recebi nenhum convite para treinar em Portugal e, por isso, voltei. Eu vivo disto e tenho de continuar a trabalhar, mas se recebesse um convite para treinar em Portugal pensaria pois ficaria junto dos meus”.



Cortesia Jornal Barcelos Popular

4.15.2020

Jorge Maceda " Xixa " - " Em França as pessoas cumprem. As que não cumprem são multadas "



Jorge Maceda " Xixa " que começou na Sanjoanense tem  uma longa carreira em especial no minho onde vestiu as camisolas do OC Barcelos, Juventude de Viana, Vitoria de Barcelinhos, HC Braga, Valença HC e Riba d'Ave, ao qual se juntam as passagens pelo Portosantense, Candelária, UD Oliveirense e CD Povoa.

Ao Jornal Barcelos Popular relatou como está a viver toda a situação criada pela pandemia do Coronavírus. 


A jogar e a trabalhar há vários anos em França, Jorge Maceda está a viver a situação do novo Coronavírus com apreensão. 
Longe da mulher e das filhas, Xixa, como é conhecido no mundo do hóquei e que ao longo de vários anos deslumbrou com o seu jeito peculiar nos pavilhões de Barcelos e Barcelinhos, onde jogou com a camisola do Óquei e do Vitória, falou com o Barcelos Popular sobre a actual situação.
“ Estou em França sem a família mas falo diariamente com eles, estou sempre ao corrente de tudo o que se passa e realmente é uma situação bastante crítica. Faço por ter os cuidados mínimos, mesmo quando vou ao supermercado ou quando tenho mesmo que sair, tento sempre estar distante das pessoas para que nada me aconteça e tento sempre ir de luvas e máscara. É verdade que estou aqui sozinho, tenho a família em Barcelos, e já me informei sobre a situação de poder ir a Portugal, mas não está fácil. As fronteiras estão fechadas, os aeroportos nem sempre estão abertos e se tentasse regressar a Portugal era através da Embaixada”, explicou.
Em casa há quase um mês “não estou a trabalhar, mas a qualquer momento posso ser chamado. Sou preparador de automóveis e agora, como os carros são vendidos online, a qualquer momento posso ser chamado, e assim fica difícil ir a Portugal”.
Xixa falou do momento desta crise em França: “Agora as pessoas tiveram a consciência de não sair à rua e se tiveres de sair é preciso um documento e o cartão de cidadão e as multas são pesadas. A primeira multa é de 130 euros e a segunda já é de mais de 1000 euros. Aqui os polícia não brincam, mesmo, porque estão a levar isto a sério e porque a situação está crítica, e segundo sei, à terceira multa que se apanha vai-se preso durante três meses. Portanto, aqui não se está a brincar e não se vê ninguém nas ruas”.
Actualmente, Jorge Maceda está a dividir a casa com dois amigos jogadores: “A minha sorte é que estou com mais dois atletas e neste momento fazemos muitas coisas, nomeadamente trabalho físico, pois aqui parou tudo mas temos de nos manter em forma. 
Sou treinador e jogador num clube da segunda divisão (RH Gleize) e neste momento estou a par de tudo com o presidente”.
O atleta acredita que o mundo vai dar a volta à situação: 
“Acredito que sim pois Espanha e Itália são um grande exemplo para Portugal e espero que as pessoas, nomeadamente as barcelenses, levem isto muito a sério porque não é nenhuma brincadeira. Vê-se mortes atrás de mortes e espero que as pessoas cumpram as normas. O meu conselho é para não saírem de casa. Em Portugal não é preciso a polícia intervir, pois as pessoas têm de ter consciência de que não podem sair de casa e espero que reflitam sobre esta situação para que tudo isto passe rapidamente”.

Cortesia: Jornal Barcelos Popular

4.07.2020

Irmãos Bertolucci " Esperamos que não aconteça a Portugal, o que se passa em Itália "



Em declaração ao Jornal Barcelos Popular, os irmãos e antigos atletas do OC Barcelos falaram e alertaram para a pandemia do Covid- 19


Falar dos manos Bertolucci é recordar os tempos áureos do Óquei de Barcelos. Mirko e Alessandro ainda hoje são recordados na Catedral pelos seus cabelos longos, pela irreverência natural do puro

italiano e, acima de tudo, pela forma como davam tudo em rinque. E essa garra e amor pelo hóquei em patins valeu-lhes nos quatro anos que passaram em Barcelos (1998 a 2002) um título da I Divisão e ainda uma Supertaça António Livramento. Aliás, estiveram ambos no último campeonato ganho pelos minhotos que se juntou aos conquistados nas épocas 1992/93 e 1995/96.

Os manos Bertolucci marcaram uma época no Minho mas também no país de origem. Ao longo destes muitos anos de actividade, Alessandro Bertolucci 50 anos) e Mirko Bertolucci (48 anos) sempre quiseram e tiveram a oportunidade de jogar juntos.

Antes de virem para Barcelos, onde também ingressou na altura outro italiano, Roberto Crudeli, mas saiu mais cedo do clube, os transalpinos maravilhavam os adeptos do Vercelli, facto que levou a direcção a contratá-los. 

Foi uma novidade no Óquei e até no país pois não era normal contratar-se estrangeiros.

O primeiro ano, o tal da adaptação ao hoquei português e também à cidade, não foi nada fácil. Aliás,

houve até quem contestasse a vinda do trio para Barcelos. Mas, com o passar do tempo e dos jogos, os barcelenses renderam-se à classe dos remates fortes e certeiros do Alex e das jogadas de génio do mano mais novo. Foram aplaudidos de pé pelos óquistas, muitas vezes insultados pelos adeptos da equipa contrária mas, o que mais gostavam os atletas era no final dos jogos interagir com as pessoas e conviver diariamente com amigos que rapidamente foram fazendo.

Mas tudo tem um fim e o dia do regresso a Itália aconteceu em meados de Julho de 2002, contudo, os Bertolucci nunca deixaram de contactar com muitos barcelenses. Foram, então, por duas épocas para o Hockey Prato e nos anos seguintes Follonica foi a casa dos manos por cinco anos.

Contudo, em 2009/10 resolveram abraçar o projecto do Réus (Espanha) e aventuraram-se por mais

um ano fora de Itália. Na Catalunha deixaram, igualmente, muitos amigos e golos, muitos golos.

Nas temporadas seguintes foi o regresso a casa. Exactamente a casa e ao Viareggio, clube da cidade natal. Sempre juntos, os manos Bertolucci conquistaram títulos atrás de títulos, no total: 6 Campeonatos, 7 Taças de Itália e 4 Supertaças.

Até que a separação (desportiva) aconteceu a temporada passada com Alessandro a orientar o Sarzana e Mirko a ingressar no Correggio. E foi, assim, volvidas 18 épocas que os inseparáveis irmãos seguiram projectos opostos.

Mas a vida familiar continuou e o convívio com as filhas (cada um tem duas meninas) e os pais foi sempre a prioridade.

Até que um vírus alterou a vida dos manos Bertolucci.

A deles, da família e de todo o mundo.

A Covid-19 acabou com o dia-a-dia normal do povo italiano, um dos países que tem vivido intensamente esta pandemia, sendo o que mais mortes originou com este novo coronavírus. Mirko Bertolucci esteve à conversa com o Barcelos Popular e explicou como tem sido complicado estar

fechado em casa há mais de duas dezenas de dias:

“Tive a sorte de poder sair de Corregio, onde joguei, três dias antes do Governo fechar a zona vermelha. É verdade que estou fechado em casa, mas estou com as minhas filhas e com a minha mulher e por isso estou tranquilo. Aqui em Viareggio temos casos e temos mortos mas ainda é um número a que o nosso hospital pode dar assistência.

Tal como o seu irmão Alex

“ Estou fechado há 24 dias em casa. No início, treinava durante o dia para manter a forma, pois a esperança era que o campeonato voltasse. Agora, como temos a certeza que o campeonato não vai voltar, o aspecto desportivo já acabou. Tentamos passar o dia a fazer trabalhos em casa e a maior parte do dia passamos na internet, a falar com amigos ou a ver Netflix. Está a ser complicado pois ninguém estava habituado a estar tanto tempo em casa. Por azar, vamos estar em casa mais

um mês, no mínimo.

Mas esta parte de Itália até nem é a mais difícil: “Estamos a 300km do epicentro.

No Norte está muito, muito complicado, pois a gente já não pode sair de casa a não ser para ir à farmácia ou às compras. Por outro motivo somos punidos com uma multa muito alta.

É uma coisa que não conseguimos controlar, porque não é uma gripe normal e num dia chega a notícia que está a melhorar, mas no dia a seguir já piorou.

Eu acredito que o que o nosso primeiro-ministro está a fazer está certo, mas acho que as medidas já vieram atrasadas. Tudo passa pela inteligência das pessoas. E eu, como pai de família, estou preocupado com as meninas e com os meus pais. Eu obriguei-os a não sair de casa. Eu e o meu irmão vamos às compras por eles e a farmácia leva os medicamentos a casa deles, pois já têm 77 e 74 anos. O meu irmão também está fechado em casa, pois não temos outra alternativa. O que podemos fazer é esperar e ser inteligentes, para ver se daqui a um mês ou dois esta coisa passa”, disse esperançoso.

A parte desportiva também fica adiada: “É complicado para a gente como eu, pois estamos habituados a jogar todos os fins-de-semana e a treinar quase todos os dias e agora sentimos falta disso. No início só queria voltar aos treinos e jogar, mas agora já tenho consciência de que isto é muito perigoso. Este momento que estamos a passar vai ficar para a história. Para voltar a jogar, temos de estar em casa agora e não sair, para travar este vírus.

Tenho estado atento ás notícias da Europa pois tenho amigos em Espanha e

Portugal. Tenho dito aos meus ex-companheiros para não saírem e se cuidarem porque isto não é uma brincadeira. Aos meus amigos barcelenses digo para não saírem de casa pois aqui em Itália estamos a viver um período de medo, com muitos mortos e infectados. Espero que isso não aconteça em Portugal e que vejam o que se está a passar em Itália, para não cometerem os mesmos erros ".



Fonte: Jornal Barcelos Popular 

4.06.2020

Municipal de Ponte de Lima no apoio à pandemia Covid-19



Onde habitualmente as emoções do hóquei em patins da AD Limianos se manifestam, o municipal de Ponte de Lima é neste momento um espaço de apoio ao Covid - 19.

Para além das 160 camas já disponíveis, de acordo com o Plano Operacional Municipal para o Coronavírus (POMCov) e das 50 da Pousada da Juventude, Ponte de Lima irá dispor de mais 75 novas camas, ficando no total com 285.

O Municipio de Ponte de Lima tem aprovado um conjunto de medidas para fazer face à pandemia do Covid-19, seguindo as orientações da Direção Geral da Saúde-DGS e da Autoridade Nacional de Proteção Civil, nomeadamente, na disponibilização de um conjunto de alojamentos destinados a grupos de reforço ou grupos adaptados para as mais variadas situações.

As novas 75 camas instaladas no Pavilhão Municipal de Arca e Ponte de Lima funcionarão como estruturas de apoio de retaguarda para apoiar as unidades de saúde do concelho, e criar espaços adequados para receber utentes ou outros que necessitem de ficar em quarentena.

De realçar, deste conjunto de 75 camas, 25 foram doadas pela Dream Argument, Lda, empresa de fabricação de mobiliário de madeira para outros fins, constituída em 2014 e a laborar na freguesia de S. Pedro de Arcos, Ponte de Lima.

Fonte: www.cm-pontedelima.pt/

Liga Europa e WS Europe suspensas temporariamente



Fernando Claro, presidente da World Skate Europe, comunicou hoje às federações nacionais a suspensão temporária de todas as competições europeias agendadas para 2020, em todas as disciplinas.
No mesmo comunicado, Fernando Claro explica que a decisão tem por base a evolução da situação pandémica atual, bem como as recomendações já emitidas pelos diferentes Comités Técnicos da World Skate Europe.
A situação atual será, ainda de acordo com o comunicado e seguindo a estrutura da patinagem, acompanhada de perto pela World Skate Europe, em conjunto com a World Skate. A avaliação de novas datas para a realização das diferentes competições europeias será feita em à medida que os países forem levantado os estados de emergência.

Recorde-se que em prova estão as equipas do Minho, OC Barcelos e HC Braga nos quartos de final da WS Europe e na Liga Europeia, FC Porto, SL Benfica, UD Oliveirense e Sporting CP , este ultimo já afastado do acesso à final eight.

Fonte- FPP