CAMPEONATO DA EUROPA CORUNHA 2018

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7.16.2013

Ricardo Cunha fala das primeiras 24h de greve de fome em Ponte de Lima. " Só saío daqui com o dinheiro que me devem..."


O jogador guarda redes de hóquei em patins Ricardo Cunha falou das primeiras 24h de greve de fome que mantêm no campo do Cruzeiro em Ponte de Lima onde reclama dois meses e meio de salários em atraso por parte da AD Limianos.
" Só saio daqui com o dinheiro que me devem."

Perante as ultimas reacções à sua medida , Ricardo Cunha sente-se ainda com mais força para continuar a lutar pelos seus direitos
" Nestas primeiras 24h o cenário não mudou. Incrível como até este momento nem um director se dignou a vir falar comigo. Eu só estou a pedir o que é meu, mais nada. Não é esmola a ninguém. É dinheiro do meu trabalho, do meu suor. Não adianta andarem a denegrir a minha imagem porque não sou eu que devo dinheiro ao clube. É precisamente o contrário. Qualquer pessoa que trabalha tem o direito de receber o seu salário. A época acabou e não me pagaram dois meses e meio. Tenho família e obrigações e neste momento depois de ter gasto tudo para jogar hóquei em patins aqui em Ponte de Lima. Os dirigentes preocupam-se em falar mal da pessoas em vez de assumirem que devem dinheiro. Se alguém está a falhar não sou eu. Se pensam que vou desistir estão enganados. Estou com uma força mental muito forte".

Em vias de se mudar para Angola esta greve de fome tem mostrado ao próprio jogador a insensibilidade das pessoas, fazendo ao jogador abrir os olhos para quando falaram das palavras de honra de certas pessoas.
" Cheguei à conclusão que a palavra de certas pessoas não tem qualquer validade. São mentiras atrás de mentiras. Quem gere uma instituição ou empresa  sabe que ao final do mês tem de pagar aos seus funcionários. Dei tudo por este clube, onde joguei lesionado na ultima partida já que durante a semana anterior sofri um traumatismo craniano. Gastei dinheiro do meu bolso para vir para Ponte de Lima jogar e agora fazem isto. Agradeço às pessoas anónimas que por aqui passam e me perguntam se preciso de algo. Outras procuram saber o motivo porque estou nesta situação e quando lhes digo as respostas são todas iguais. Não se faz isso a quem trabalha. Quem trabalha tem o direito de receber. Aproveitou também para agradecer aos jornalistas e aos colegas André Alves e João Botelho pela solidariedade mostrada publicamente. Não vou desistir. Quero e só saio daqui com o meu dinheiro na mão...".

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