FINAL FOUR DA TAÇA CERS

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HÓQUEI MINHOTO EM VIAREGGIO

10.28.2014

Claque "Kaos Barcelense" e Benfica trocam comunicados sobre acontecimentos em Barcelos


O jogo entre o OC Barcelos e o Benfica do passado sábado ainda continua a fazer correr muita tinta após os desacatos ocorridos no pavilhão municipal
Nas ultimas horas temos assistido a uma troca de comunicados, neste particular da claque do OC Barcelos, "Kaos Barcelense" e a direção do SL Benfica.

Comunicado da Kaos Barcelense

A Kaos Barcelense, enquanto grupo mais representativo de apoio ao Óquei Clube de Barcelos, Hóquei em Patins - SAD, perante uma onda de mentiras que têm sido difundidas não só pela comunicação social, como também por parte da instituição Sport Lisboa e Benfica, Futebol – SAD, vem por este meio comunicar o seguinte:

1) Lamentar o facto do canal de televisão SIC difundir uma notícia relacionada com hóquei em patins anos depois da última vez, para relatar mentiras ao invés acontecimentos propícios e que esses sim, são notícia, como é o caso das recentes conquistas das selecções nacionais jovens em campeonatos do mundo e da europa

2) Lamentar ainda que o mesmo canal de televisão enquanto refere que adeptos do Óquei de Barcelos agrediram apoiantes do Benfica, o faça numa mentira descarada enquanto mostra imagens de adeptos do Benfica a agredirem membros pertencentes à massa adepta do nosso clube

3) Lamentar também que o referido canal de televisão tenha recorrido a um vídeo de um órgão de comunicação regional (Jornal de Barcelos) e o classifique como amador, frisando ainda que o mesmo foi publicado nas redes sociais com o intuito de partilha

4) Os adeptos benfiquistas estiveram até aos últimos catorze minutos junto da massa adepta do Óquei Clube de Barcelos sem que ninguém os tivesse provocado, insultado ou agredido

5) Nesse referido período de tempo, um adepto do Sport Lisboa e Benfica travou-se de razões perante um grupo de adeptos do Óquei Clube de Barcelos que junto dele se encontrava, recorrendo este à violência não só verbal como também física, restando aos nossos adeptos defenderem-se da forma mais natural que caracteriza um homem do norte

6) Dizer ainda que, é de lamentar que o Sport Lisboa e Benfica relate acontecimentos ocorridos em Fevereiro do presente ano de um jogo entre o Óquei Clube de Barcelos e o Futebol Clube do Porto, referindo a existência de confrontos, o que, mais uma vez prova a mentira e a falta de carácter que reina neste clube. A mentira porque não existiu qualquer agressão a nenhum jogador ou adepto do Futebol Clube do Porto; a falta de carácter uma vez que, foi curiosamente o adepto que causou toda a exaltação no passado Sábado que cuspiu o guarda-redes do Futebol Clube do Porto, Edo Bosch, num jogo que teve lugar no Pavilhão da Luz, casa do Sport Lisboa e Benfica.

7) Enquanto o jogo esteve parado, a pedido dos dirigentes do Sport Lisboa e Benfica, ninguém pôde presenciar qualquer objecto arremessado à comitiva afecta ao clube lisboeta, havendo apenas e só constantes insultos e provocações por parte do jogador Carlos Nicolia aos adeptos do Óquei Clube de Barcelos, ao contrário da imagem que o Sport Lisboa e Benfica tenta fazer passar, onde referem que alguns jogadores do nosso clube estivessem a incendiar os ânimos.

8) Por fim, é também de lamentar profundamente que o Sport Lisboa e Benfica defina a postura da equipa de segurança privada “G Protect” como tímida, dias depois de uma pronta intervenção que minimizou confrontos de maior intensidade entre adeptos de duas equipas.

Barcelos, 28 de Outubro de 2014.




Comunicado do SL Benfica 

O Sport Lisboa e Benfica apoia e promove a saudável prática desportiva, disputada dentro da lei, com fair-play e em recintos que garantam a todos – atletas, técnicos, staff de apoio e adeptos – total segurança para que o resultado final dos jogos possa ilustrar aquilo que acontece em campo. Nesta descrição não se insere aquilo que voltou a registar-se no Pavilhão Municipal de Barcelos, onde se deslocou o SL Benfica para disputar a 4.ª jornada do Nacional de Hóquei em Patins.

Apesar dos alertas já deixados pela Direcção do Clube noutras ocasiões e relativamente a várias modalidades, continuam a realizar-se, sem condições de segurança, partidas onde tanto os atletas no recinto de jogo como bancos de suplentes vêem colocada em causa a sua integridade física.

O desporto não é guerrilha, pelo que não se podem considerar aceitáveis, por exemplo, "métodos competitivos" como o arremesso de moedas e outros objectos contra os elementos da equipa adversária. E isto perante a atitude passiva ou insuficiente presença de forças de segurança. 

10 meses passados após reunião realizada com a Federação de Patinagem de Portugal (FPP), precisamente a propósito do tema segurança, o que fica demonstrado é a prática de uma interpretação irresponsável de um decreto de lei que permite aos clubes prescindir de policiamento nos jogos em que são visitados.

Veja-se o que aconteceu no Pavilhão Municipal de Barcelos no passado sábado:
- Sensivelmente à passagem do minuto 14 da segunda parte, depois de o Benfica estar a vencer 4-2, o banco que deveria abrigar os elementos do Clube foi atacado com insultos permanentes, cuspidelas e com adeptos do Óquei de Barcelos empoleirados no acrílico que deveria ser de protecção. Quando a equipa da casa reduziu para 4-3 o ambiente piorou, chegando mesmo a haver contacto físico de adeptos com elementos do Benfica. Neste momento, um responsável da secção de Hóquei em Patins dirigiu-se à mesa pedindo a interrupção imediata do jogo ao 3.º árbitro, algo que apenas sucederia após o golo do empate (4-4). Nesta altura, os empurrões e murros no banco passaram então a agressões com moedas e isqueiros, tendo sido atingidos na cabeça o treinador do Benfica e o atleta João Rodrigues. Para defender a sua integridade, o técnico entrou na pista e apenas aí os árbitros interromperam a partida durante 12 minutos, tornando-se evidente que os elementos de uma empresa privada presentes eram insuficientes para criar o perímetro de segurança à equipa do Benfica.

Estes incidentes de extrema gravidade tornam-se ainda mais preocupantes a partir do momento em que são regulares e, aparentemente, aceites pelo clube da casa e até pela FPP. Em fevereiro deste ano, no mesmo recinto desportivo, houve confrontos entre adeptos do Óquei de Barcelos e atletas do FC Porto. Ninguém foi castigado pelas instâncias federativas nem a equipa da casa mudou o seu processo de organização de jogo, recorrendo a uma tímida presença de elementos de uma empresa de segurança privada.

Realça-se a atitude do treinador e de alguns dirigentes do Óquei de Barcelos, tentando conter a agressividade dos seus adeptos. Em contraponto, foram visíveis gestos de exaltação de ânimos por parte de, pelo menos, dois hoquistas da casa. Existem imagens de órgãos de comunicação social a documentá-lo. 

O actual estado das coisas não é positivo para a modalidade. É urgente que no hóquei em patins acabe o "vale tudo" praticado em alguns pavilhões devidamente identificados.

É bom entrar num pavilhão em que se sente um ambiente fervoroso, mas é muito mau competições que se querem credíveis e bem organizadas realizarem-se em recintos onde tudo é permitido.

Muito mais haveria para dizer. Quanto a este Óquei de Barcelos-Benfica, ficou demonstrado que a segurança aos intervenientes não foi garantida; a reacção da equipa de arbitragem foi tardia e pouco responsável, não obstante o pedido do delegado do SL Benfica à mesa para que o jogo não fosse reatado sem estarem reunidas todas as condições exigíveis e, como é óbvio, sem moedas ou outros objectos na pista. 

Registe-se que a PSP só se apresentou no pavilhão no final da partida e por iniciativa da comitiva do SL Benfica. 

O Sport Lisboa e Benfica tem investido recursos humanos e financeiros para garantir a segurança das equipas e adeptos adversários no Pavilhão Fidelidade – acrílicos atrás dos bancos, túnel que protege as equipas, separação de adeptos visitantes que lhes permite ver os jogos sem incidentes. No entanto, nos recintos dos outros competidores tudo parece ser feito para que os seus adeptos estejam o mais próximo possível dos atletas do Benfica para intimidar, agredir, provocar. Seguramente isto não é hóquei em patins nem verdade desportiva!


Face a tudo o que o Clube tem feito para preservar a verdade desportiva e a segurança dos adeptos, o Sport Lisboa e Benfica sente-se no direito de recusar “voltar à pista” em jogos em que se repita o cenário registado em Barcelos no último sábado.

Se a Federação, os clubes e outras entidades oficiais não se mobilizarem para resolver este problema, poderemos em breve assistir a acontecimentos ainda mais graves numa partida de hóquei em patins e isso ter repercussões sérias na imagem pública da modalidade, assim como na sua própria existência enquanto campeonato de alta competição.
fonte: facebook Kaos Barcelense 
fonte: http://www.slbenfica.pt

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